Um bate-papo descontraído sobre disciplina, MindSet investidor e robôs de investimento.

Tempo de leitura: 5 minutos

Este mundo online é uma coisa engraçada… Por vezes, o destino coloca em nossos caminhos pessoas que estão fisicamente muito distantes, mas cujas ideias nos completam de tal forma, que nos sentimos próximos a elas como se fôssemos amigos de infância. Mais engraçado que isto, é a contextualização prática daquele velho ditado “Você é a média das 5 pessoas com quem mais convive”. Engraçado porque hoje em dia, como base da minha própria “média das 5”, vejo pessoas de meu relacionamento online, que às vezes nem conheço pessoalmente. O pior é que alguns ainda nem cheguei a conhecer formalmente. Falo dos meus “parceiros de podcast”, ou vídeos. De tanto ouví-los diariamente, eles se incorporam em minha média de convívio diária, mesmo que nunca tenhamos nos apresentado um ao outro. Louco, não? É a internet possibilitando, de forma democrática, que sejamos ancorados não somente pelos melhores da nossa faculdade, do nosso trabalho ou da nossa cidade. Hoje em dia, podemos escolher ter o melhor do MUNDO de cada área de nossa afinidade, como uma pessoa próxima.

E foi neste habitat online que, em 2010, eu conheci o trabalho do André Momberger. Seu canal no Youtube me chamou a atenção, pois ele sempre buscou trabalhar conceitos de uma análise gráfica limpa e direto ao ponto, ainda que discricionária em seu início. O tempo foi passando, e notei em seu trabalho algumas evoluções… Era a análise gráfica limpa e direto ao ponto se transformando em análise objetiva e de setups. Em 2014, o Momberger lançou uma quebra de paradigmas, o CONAROBÔ (Congresso nacional de robôs de investimento). Quando soube do projeto, achei ousado, mas ainda assim não tinha ideia da proporção que tomaria. Basicamente, ele conseguiu reunir os principais nomes do cenário nacional e internacional de robôs de investimentos, em uma semana de imersão online. Foi realmente disruptivo! Coincidentemente , fomos apresentados futuramente por um amigo em comum na cidade de São Paulo pouco tempo depois, e rapidamente começamos a manter contato via Skype. Daí, surgiu o convite para que eu participasse do CONA 2.0, em que falaria sobre alocação tática para uma carteira de robôs de investimento. Pela grande semelhança de ideais, além de termos feito este e outros projetos juntos, acabamos nos tornando grandes amigos. E o engraçado é que ainda assim, são poucas as vezes em que nos vimos frente a frente. Novamente, é a internet nos ajudando não só a ancorar nossa “média das 5”, como também a manter estes vínculos.

Há uma semana, estive com o Momberger em Atibaia-SP, na Expert, a convenção nacional da corretora XP Investimentos. Lá, entre almoço, café, plenárias e cervejas ao final da tarde, conversamos muito sobre nossas visões de mercado e os desafios que nos cercam. Resolvemos gravar um vídeo sobre uma área de estudo e desenvolvimento de ambos, nos dias atuais: Os desafios mentais de um trader, e as soluções que a tecnologia oferece para reduzirmos nossa carga de estresse. O conteúdo deste bate-papo, na íntegra, você pode assistir agora:

O tripé do sucesso operacional

Para o nosso convidado, existe um tripê do sucesso operacional que todos os traders necessitam cultivar para colher frutos a longo prazo. O primeiro pilar é o do desenvolvimento estratégico, em que você procura o setup apropriado ao tempo gráfico do ativo desejado, e executa a estratégia sempre buscando por otimizações e manutenção de um claro desenho de sustentabilidade dos retornos.

O segundo pilar é o do gerenciamento de risco, que o próprio Dr. Alexander Elder, uma das maiores autoridades na área de psicologia aplicada ao trading do mundo, afirma ser mais importante do que a própria análise gráfica. Isto porque o gerenciamento da exposição ao risco e definição de tamanhos de posição é algo que pode te dar condições de sobreviver e evoluir, enquanto a análise gráfica de forma isolada tem como único poder o de te ajudar a ter um cenário mais provável de êxito na próxima operação.

Justamente por não ser infalível, a análise gráfica apresentaria seu “calcanhar de Aquiles” ao primeiro erro, caso não existisse um método por trás para lidar com os erros e acertos.

O terceiro, e mais desafiador dos pilares, é o do controle mental. Digo que é o mais desafiador, pois é aquele em que não existe um processo contínuo e claro. Estamos sendo sempre desafiados no nosso dia-a-dia, e a voz interior é a mais difícil de calar em certos momentos. Ao longo deste bate-papo, trocamos algumas ideias sobre como diminuir o campo de atuação de intuições destrutivas, bem como medidas para uma terapia diária de distanciamento das tentações. Assista ao bate papo para uma análise completa, em que falamos inclusive como os robôs de investimento podem ajudar neste paradigma.

E aí, o que achou? Nos deixe seu comentário para podermos trocar ideias, e inscreva-se no canal do Youtube caso queira ser notificado em primeira mão a cada envio. Existe um verdadeiro mar de oportunidades e hacks a serem desbravados, e eu te vejo AMANHÃ, às 09h00, com mais um conhecimento de valor para seus investimentos.